quinta-feira, 7 de maio de 2009

Ensinar um cão a não mastigar tudo o que lhe aparece à frente


Os cães podem ter a pancada de roer tudo o que lhe aparece à frente, desde chinelos, a taças de comida, à própria mobília ou até os fios eléctricos. Ensinar um cão desde pequenino a não roer estes objectos pode ser relativamente fácil.

Para que um cão não roa o que não deve, devemos-lhe dar algo que ele deve roer. Ter algo indicado para ele roer pode inclusive ajudá-lo a manter um bom cuidado dentário. Pelos vistos, castigar o cão por roer algo indevido pode não ser a melhor abordagem. Assim, o que se deve fazer é, cada vez que se apanha o cão a roer algo que não deve, devemos-lhe dar o osso (que pode ser daqueles de pelo de búfalo) ou a corda ou o brinquedo (como uma bola de ténis), colocando-lho na boca e mostrando-lhe que é aquilo que ele deve roer.

Quando damos o "osso" ao cão podemos criar uma brincadeira com ele, para obtermos a sua atenção e ao mesmo tempo, mostrar-lhe que o brinquedo é dele e que é aceitável ele roer nele.

Podemos criar uma espécie de armadilha para o cão. Depois de lhe darmos os brinquedos, para que ele esteja familiarizado com eles, colocamos-lo num quarto com os brinquedos dele, e com outras coisas proibidas, como um jornal, umas meias, ou uma cesta. Depois fingimos deixar o cão sozinho, mas ficamos a espiar. Se ele for mastigar os brinquedos dele, devemos dar-lhe um minutinho, e depois ir elogiá-lo "Lindo cãzinho! No brinquedo! Sim!". Mas se ele for para o objecto proibido devemos interrompe-lo dizendo com uma voz firme e dura, podendo pegar-lhe pelo focinho, levemente, "Não! Cão mau! Isso não!" e dando-lhe o brinquedo dele para a boca, dizendo "Isto é teu! Mastiga aqui!".

Mesmo os cães mais velhos devem ser confinados a espaços mais reduzidos e mais à "prova de cão" possível, pelo menos de inicio, de modo a se adaptarem ao cheiro e às texturas das coisas. conforme vão merecendo a nossa confiança podem ser introduzidos a nos espaços e a novas oportunidades de roer coisas novas, pelo que há de se ser vigilante.

Se repetirmos este gesto, e se usarmos esses "brinquedos" para termos interactividade com o cão, ele vai começar a associar esse brinquedo a roer e a algo agradável (a brincadeira).

Depois há que ter vigilância e disciplina sobre o cão, corrigindo-o. Se por exemplo chegar a casa e ele tenha começado a roer tudo o que lhe apetece, há que o por de castigo, se não no canil, numa casa de banho por exemplo. Prende-lo depois de ralhar com ele é perfeitamente aceitável, mas nunca por mais do que uma meia hora, tempo suficiente para o "crime" cometido.

Note que este acto, de roer tudo na sua ausência, pode ser ansiedade de separação, pelo que pode ser atenuado se assegurar o seu cão que voltará. Poderá treiná-lo para isto, começando com saídas de apenas alguns minutos, habituando-o lentamente, aumentando o tempo que está fora, a não sentir a sua ausência de uma forma tão destrutiva e stressante.

Lembre-se de espalhar os seus brinquedos pela casa e certifique-se que ele sabe que você esta a fazer esse esforço e onde eles ficam, caso os queiram mastigar. Quanto mais brinquedos melhor (menos os seus bens se converteram em brinquedos.

Não castigue fisicamente o cão. Ele não compreende porque o está a fazer, nem o quanto importante certo objecto era para si. Para ele, mastigar é natural e aquilo era apenas mastigável e saboroso. Aprenda a comunicar com eles de modo a que eles compreendam.

Este processo pode ser moroso e há que ser consistente e paciente. Num cachorrinho pode levar apenas algumas semanas, mas pode chegar a levar meses, até que ele compreenda o que pode mastigar e o que não pode.

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